BARREIRAS E FACILITADORES DA ADOÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DESAFIOS PARA A GOVERNAÇÃO CLÍNICA

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Título

BARREIRAS E FACILITADORES DA ADOÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DESAFIOS PARA A GOVERNAÇÃO CLÍNICA

Autores:
  • João Carlos Fernandes Alves

  • João Manuel Rodrigues de Amaral

  • João Manuel Lourenço Correia

  • Sandy Silva Pedro Severino

  • Luís Manuel Mota de Sousa

DOI
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  • Publicado em

    20/08/2026

    Páginas

    -

    Capítulo

    Resumo

    A inteligência artificial tem vindo a ganhar relevância nos sistemas de saúde, com potencial para apoiar a decisão clínica, melhorar a vigilância, otimizar processos e reforçar a segurança do doente. Na enfermagem, contudo, a sua adoção não depende apenas do desempenho tecnológico, mas também da forma como é integrada nos cuidados, das condições organizacionais e da participação dos profissionais. O objetivo refletir sobre as barreiras e os facilitadores à adoção da inteligência artificial por enfermeiros, analisando as implicações para a governação clínica. A análise sustentou-se em literatura científica identificada na PubMed e no Google Scholar, complementada por documentos orientadores nacionais e internacionais e por uma revisão rápida previamente desenvolvida pelos autores. Os resultados mostram que as principais barreiras incluem falta de formação, sobrecarga digital, dificuldades de integração nos fluxos de trabalho, fragilidade dos dados, preocupações ético-legais e receio de perda de autonomia. Entre os facilitadores destacam-se a utilidade clínica percebida, a liderança visível, o envolvimento dos profissionais, a formação contínua, o apoio técnico e as salvaguardas éticas. Estes fatores devem ser entendidos como indicadores da capacidade das organizações para governar a utilização da tecnologia. Uma implementação segura exige validação local, supervisão humana, auditoria, monitorização, avaliação de riscos e definição de responsabilidades. A inteligência artificial pode contribuir para cuidados mais seguros, efetivos e centrados na pessoa, desde que seja integrada de forma prudente, participada, transparente, responsável e alinhada com a governação clínica.

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    Palavras-chave

    Inteligência Artificial; Enfermagem; Governação Clínica; Segurança do Doente; Liderança

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