BIOECONOMIA SUSTENTÁVEL PARA UMA COMMODITY GLOBAL: INOVAÇÕES IMPULSIONANDO A CADEIA DE VALOR DO AÇAÍ (EUTERPE OLERACEA MART.) DA BIOPROSPECÇÃO AMAZÔNICA AO CONSUMIDOR

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Título

BIOECONOMIA SUSTENTÁVEL PARA UMA COMMODITY GLOBAL: INOVAÇÕES IMPULSIONANDO A CADEIA DE VALOR DO AÇAÍ (EUTERPE OLERACEA MART.) DA BIOPROSPECÇÃO AMAZÔNICA AO CONSUMIDOR

Autores:
  • Gabriela Cardoso Farias

  • David Lucas de Oliveira Silva

  • José Manassés Gomes Rodrigues

  • João Eduardo Pereira Cardoso

  • Daví Eduardo Furno Feliciano

  • Harleson Sidney Almeida Monteiro

  • Sinara de Nazaré Santana Brito

  • Viviandra Manuelle Monteiro de Castro Trindade

  • Meirevalda do Socorro Ferreira Redig

  • Antonia Benedita da Silva Bronze

DOI
  • DOI
  • 10.37885/251120606
    Publicado em

    30/12/2025

    Páginas

    47-75

    Capítulo

    3

    Resumo

    O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.) constitui um dos principais ativos da bioeconomia amazônica, integrando funções ecológicas críticas, relevância sociocultural e expansão contínua no mercado global de alimentos funcionais. A espécie apresenta elevada plasticidade ecológica, predominando em áreas de várzea, mas com crescente adoção em sistemas de terra firme irrigados, favorecidos por cultivares melhoradas como ‘BRS Pará’ e ‘BRS Pai d’Égua’. Essa transição contribui para aliviar a pressão sobre ecossistemas alagáveis e aumentar a oferta de frutos, embora etnovariedades como o açaí branco permaneçam vulneráveis à erosão genética. A produtividade depende da interação entre condições edafoclimáticas, fenologia e serviços ecológicos, sobretudo a polinização por abelhas sem ferrão, responsáveis por cerca de 90% da fecundação. Práticas de manejo sustentável, incluindo manejo de mínimo impacto, integração a SAFs, uso de biofertilizantes, biocarvão enriquecido e rizobactérias, emergem como estratégias essenciais para ampliar a produção mantendo integridade ambiental e resiliência climática. A etapa pós-colheita permanece como um dos maiores gargalos da cadeia, devido à elevada perecibilidade dos frutos. A colheita no estádio tuíra, o transporte rápido, o uso adequado de embalagens e a manutenção da cadeia do frio são determinantes para preservar atributos sensoriais, reduzir perdas e evitar riscos sanitários. No processamento, a modernização tecnológica, envolvendo higienização padronizada, branqueamento, despolpa mecanizada, pasteurização e liofilização, tem ampliado a segurança e o valor agregado dos produtos.

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    Palavras-chave

    agroindústria; pós-colheita; inovação tecnológica; qualidade nutricional; economia circular

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