EDUCAÇÃO COMO INVESTIMENTO: O DISCURSO DO CAPITAL HUMANO E SEUS EFEITOS NA FORMAÇÃO CRÍTICA



EDUCAÇÃO COMO INVESTIMENTO: O DISCURSO DO CAPITAL HUMANO E SEUS EFEITOS NA FORMAÇÃO CRÍTICA
Samuel Vitorio Barbosa
Gregory Lucas Delonzek Brizola
Kamilla Tratsh Gula
Magno Vinicius de Paula

18/04/2026
96-115
6
O presente artigo analisa a consolidação do discurso da educação como investimento, fundamentado na teoria do capital humano, e investiga seus efeitos sobre a formação crítica no contexto contemporâneo. Parte-se da reconstrução histórica da noção de capital humano, especialmente a partir das formulações de Theodore Schultz (1961) e Gary Becker (1993), para compreender como a educação passou a ser concebida prioritariamente como mecanismo de valorização econômica e incremento da produtividade. Em seguida, examinam-se as implicações desse paradigma nas políticas públicas educacionais e na redefinição dos objetivos formativos, destacando a centralidade das competências, da empregabilidade e da eficiência. Por fim, discute-se como a racionalidade econômica tende a deslocar a função crítica da educação, produzindo tensões entre formação técnica e formação emancipatória. Argumenta-se que, embora a perspectiva do investimento educacional tenha ampliado o acesso e evidenciado a importância social da escolarização, ela também contribuiu para restringir o horizonte formativo, subordinando-o à lógica do mercado. O desafio contemporâneo consiste em reequilibrar as dimensões econômica e crítica da educação, recuperando seu sentido público e democrático
Ler mais...capital humano; políticas educacionais; formação crítica
EDUCAÇÃO EM UM CONTEXTO MULTIDISCIPLINAR: CONCEPÇÕES, ABORDAGENS E EXPERIÊNCIAS - VOL.3
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