LEISHMANIOSE VISCERAL NO PARÁ ENTRE 2015 E 2025: TENDÊNCIA TEMPORAL, PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PADRÃO MUNICIPAL DE OCORRÊNCIA

Code: 260722392
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Título

LEISHMANIOSE VISCERAL NO PARÁ ENTRE 2015 E 2025: TENDÊNCIA TEMPORAL, PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E PADRÃO MUNICIPAL DE OCORRÊNCIA

Autores:
  • Kamila Oliveira Passos

  • Maria Helena Cruz Rodrigues

DOI
  • DOI
  • 10.37885/260722392
    Publicado em

    07/08/2026

    Páginas

    189-205

    Capítulo

    12

    Resumo

    O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da Leishmaniose Visceral no estado do Pará, Brasil, no período de 2015 a 2025, considerando aspectos demográficos, clínicos e territoriais da ocorrência da doença. Foi realizado um estudo ecológico descritivo e analítico, com base em dados secundários tabulados de leishmaniose visceral no Pará entre 2015 e 2025. As planilhas continham séries por ano, mês, sexo, faixa etária, diagnóstico parasitológico, evolução, regiões de saúde, municípios e comparações por grandes regiões do Brasil. Foram analisados 3046 casos confirmados de LV no Pará durante esse período. A série histórica mostrou pico em 2017 (580 casos) e queda expressiva até 2025 (71 casos), com redução relativa de 87.8% em relação ao pico. Em regressão de Poisson para a série completa, observou-se tendência anual decrescente (IRR=0.86; IC95% 0.85-0.87; p<0,001), equivalente a variação percentual anual de -14.0%. O sexo masculino concentrou 62.4% dos registros, e as maiores cargas acumularam-se nas faixas etárias de 20-39 anos (741 casos) e 1-4 anos (731 casos). Junho apresentou a maior carga sazonal agregada (326 casos). No diagnóstico parasitológico, predominou a categoria não realizado (78.6%), sugerindo dependência importante de critérios clínico-epidemiológicos e/ou limitações operacionais. O desfecho mais frequente foi cura (69.9%). Na análise territorial, as maiores cargas municipais concentraram-se em Marabá, Redenção e Parauapebas. Apesar da redução temporal, a LV permanece endêmica no estado. Além disso, surge a necessidade de fortalecimento da linha de cuidado, e intensificação das ações de vigilância e controle.

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    Palavras-chave

    Análise temporal; Epidemiologia; Leishmaniose Visceral; Pará; Sazonalidade

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